terça-feira, 6 de julho de 2010

A TROMBA DO CANARINHO

Olá amigos!


O Brasil caiu e, eu, calei. Nada escrevi ainda sobre a derrocada tupiniquim em campos africanos. Estava me sentindo, até agora, um tanto deslocado no tempo e no espaço quando o assunto era a vitória laranja nas quartas de finais da última sexta-feira. Isto porque me sentia o único a crer que o time amarelo, jogando de azul, não havia se convertido no bagaço da laranja como todos apontavam no pós-match. Achei que o time de Dunga foi o que sempre foi, competitivo, rápido e objetivo nas descidas ao ataque, sólido na defesa mas sem maiores brilhantismos. E, como sempre se deu desde o anuncio de Dunga como técnico, em caso de chegarmos ao intervalo com uma vitória parcial no placar o time trata de jogar o segundo tempo "com inteligência" - ou seria com falta de? -, chamando os rivais para o próprio campo. No dicionário da Branca de Neve, seguido por Dunga e outros anões, jogar "com inteligência" deve significar esperar o oponente, como quem se finge de acuado, para que na menor oportunidade pudéssemos finalizar o adversário em um contra golpe fatal. Os treinadores gostam de chamar isto de "jogar no erro do adversário".

Para mim este é o retrato do jogo. Nada diferente disso poderia se esperar, ou cobrar, desta seleção de "guerreiros" que nunca encantou ninguém pelo futebol, mas que resignava a todos pelos resultados. Poderíamos sim ter vencido a Holanda, jogando exatamente daquela forma, caso Júlio Cesar e Felipe Melo não tivessem marcado um encontro dentro da área do Brasil, justo na hora do jogo. A tática de "jogar no erro" tem este porém: o erro pode ser o seu. Isto é ficar à mercê do erro, seja do lado que for. E o futebol é o jogo do erro, é a própria imprecisão cercada por 17 regras. Errar é humano. Mas acertar também é, e nós brasileiros transformamos o lado ruim em dito popular. Então jogamos no erro do outro. Quando é que jogaremos no nosso acerto? Vejo este momento como um "complexo de vira-latas às avessas", e explico. No tempo de Nelson Rodrigues nossos escretes sofriam do tal complexo canino por julgar-se menor, por inferiorizar-se diante dos gringos, supostamente mais evoluídos e bem educados. Hoje a nossa arrogância futebolística nos leva a uma atitude que beira a blasfêmia, acreditando cegamente que somente o adversário será capaz de errar. Veja se não tenho razão: fizemos 1 a 0 e voltamos para o segundo tempo crentes de que a vitória já fora alcançada com o golaço de Robinho, e que ao segundo tempo só cabia a manutenção das coisas "como elas são", ou seja, basta que não erremos e ganhamos o jogo. Nem precisamos mais acertar! Quanta pompa para nenhuma circunstância. E assim caímos, levando ao chão nossa imensa tromba de melhores do mundo.

O que ninguém na CBF foi capaz de ver é que o erro de 2006 foi cometido novamente em 2010, ipsis literis. O quê, a bagunça, a festa, os treinos de autógrafos? Não amigos, não. O erro de 2006 foi a arrogância, foi a empáfia, foi a tromba. Tromba que na época vinha até com o elefante, vestindo a 9. Mas Dunga e Teixeira acharam que o problema era o elefante, e nos fadaram aos ares terríveis da enorme e ululante tromba, da CBF e de sua intragável cúpula.

Nosso futebol espelha o que vem de cima.

Ele foi límpido, puro e virtuoso nos tempos do marechal da vitória, Paulo Machado de Carvalho.

Ele foi clássico, popular e alegre no tempo mágico de Giulite Coutinho.

Ele é frio, chato e mal humorado nos tempos sombrios de Ricardo Teixeira.


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sexta-feira, 16 de abril de 2010

LIBERTADORES DEVE TER FLAMENGO x SÃO PAULO JÁ NAS OITAVAS

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Com os resultados da noite de quinta-feira (15/4), o Flamengo será, se vencer seu último jogo, o 16º ou o 15º na classificação geral, e enfrentará portanto o primeiro ou o segundo colocado no geral. O Corinthians será o primeiro, pois deve vencer sem problemas seu jogo no Pacaembu e cravar 16 pontos, isolado. E o São Paulo deve ser o segundo melhor no geral, desde que vença o Once Caldas no Morumbi por um saldo igual ou superior à hipotética vitória do Estudiantes na Argentina, em seu jogo decisivo.

A disputa pelo segundo no geral está restrita a estes dois clubes, São Paulo e Estudiantes. Quem fizer a melhor vitória fica em segundo.

Então, se o São Paulo vencer por 2x0 e o Estudiantes por 3x1 (saldo igual), dá tricolor em segundo e Estudiantes em terceiro. Quem tiver a "pior vitória" terminará em terceiro e enfrentará, necessariamente, o San Luis do Mexico, time que não disputou a primeira fase (é um daqueles mexicanos que saíram da Libertadores no ano passado por causa da gripe suína, e "ganharam" a vaga automática para as oitavas deste ano).

O Flamengo só será o pior no geral, pegando assim o Corinthians, se vencer por só 1 gol de saldo o frágil e eliminado Caracas. Difícil de imaginar. Vencendo por 2 ou mais, o que é provável, ficará em 15º e pega o segundo no geral.

Portanto o jogo de vida ou morte do São Paulo contra o Once Caldas pode ser uma faca de dois gumes: precisa a todo custo buscar a vitória, mas se esta for muito dilatada legará ao tricolor um confronto prematuro contra o famigerado império do amor.

Dizem que o império do amor está aleijado, sem imperador e com o amor da torcida, digamos, um tanto abalado. Sinceramente eu, tricolor que sou, preferia jogar contra os mexicanos com a viagem longa e tudo, afinal eu não vou a lugar algum. Mas acho que vai dar São Paulo x Flamengo, e aí... só Deus sabe.

Que venha o império do amor!

sexta-feira, 26 de março de 2010

CLUBÍSTICO x TORNEÍSTICO

Está difícil de assistir ao futebol na TV aberta. Os jogos a serem mostrados são escolhidos antes dos torneios começarem, para distribuir de forma justa as transmissões de todos os grandes. E assim a TV perde os melhores espetáculos, por ignorar o fato de que é o campeonato (e suas circunstâncias) que deveria definir qual jogo o povo deve assistir.

Então o Santástico, sensação do país, fica escondido nas noites de quinta-feira do SporTv. E o que se diz nos botecos, nas esquinas, é que o futebol brasileiro vai de mal à pior.

A Globo insiste no modelo puramente “clubístico”, digo, transmite jogos como se fossem um produto exclusivo para aqueles que se dizem torcedores daquele time específico. A Europa apostou no modelo “torneístico”, ou seja, fez a aposta de que o público em geral acompanhará o torneio que está sendo disputado, engrandecendo os campeonatos ao invés de colocar todo o foco nos clubes.

Daria certo no Brasil? Ninguém sabe. Nem se sim, nem se não. Mas eu acho que sim. Veja o aumento das audiências televisivas dos jogos de bola desde que o campeonato brasileiro tomou o formato de pontos corridos, e assim se manteve por anos consecutivos. A audiência aumenta porque o campeonato ganha importância. O espectador dá valor ao que está sendo disputado, e não só a quem está disputando. Se não fosse assim, jogos de basquete ou volei entre Flamengo e Vasco dariam audiência parecida com a do futebol.

Mas para este modelo vingar de vez é preciso que as emissoras (leia-se Globo) passem a escolher melhor quais os espetáculos que serão por ela exibidos. É comum, infelizmente, termos o “jogo do ano” (e são vários por ano) sem televisão aberta mostrando. Um bom exemplo é a distribuição dos clássicos. Gre-nal, Fla-Flu,San-São, Atle-tiba, sempre ocorrem ao mesmo tempo, na mesma rodada. Porque eles acham que eu, por ser de São Paulo, não quero ver um Cruzeiro x Atlético? Acho que eles acabam esvaziando a competição, ao dar mais valor para o jogo local do que para aquele que é realmente relevante no contexto do campeonato.

Em tempo: graças a Deus, neste domingo, só há um jogo marcado para as 16:00. O povo verá sim o encontro da (falta de) fome com a (falta de) vontade de comer, Corinthians 100 anos e 100 futebol algum contra o modorrento santo do pau oco, o meu São Paulo.

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segunda-feira, 22 de março de 2010

PERSONAGEM DO DOMINGO: SAULO. QUEM?

Amigos, vendo e revendo os melhores lances da goleada - mais uma - do Santos por 9 a 1 sobre o Ituano, no Pacaembu, percebi que o personagem deste domingo futebolístico foi o goleiro do Ituano, o pobre coitado do Saulo. Segundo complexos calculos matemáticos algoritmicos, 63,1% das pessoas no país somente ficaram sabendo que o Ituano tomou nove gols do Santos, sem vê-los nem em videotape, e concluiram que, se o time do interior tinha um goleiro em campo, este não chegou a conferir a cor da pelota. Outros 33,8% assistiram "somente" aos gols do jogo, os 10, e concluiram que o goleiro do Ituano é um verdadeiro frangueiro ao vê-lo aceitando, por debaixo de si, um chute fácil do santista Zé Eduardo e, como se não lhe bastassem as penas, ficou ainda com um cartão vermelho por ter feito o pênalti que legou ao peixe o nono tento.

Então 96,9% do Brasil concluem uníssonos: o Santos é demais, mas o goleiro do Ituano é um trapalhão.

Porém só 3,1% dos brasileiros conhece a verdade. O fato é que Saulo fazia ontem uma grande partida, com pelo menos 3 defesas milagrosas no primeiro tempo. Fosse o Santos um time ordinário, comum, desses que param de jogar depois do terceiro gol, Saulo receberia um motorádio após o match (para os mais novos, este foi por muito tempo um símbolo do melhor jogador em campo).

Repito: o primeiro tempo terminou 4 a 1, graças a Saulo. Sem ele é possível que os 9 tivessem sido anotados ainda na primeira etapa. Aí vem o segundo tempo e os meninos da vila resolvem começar tudo de novo como se estivesse zero a zero, sem Robinho e sem Neymar mas com P.H. Ganso, o PhD em futebol.
Ganso é gênio. Exagero? Quantas vezes viu alguém ganhar por 9? E por 10? E as duas coisas em uma semana?!?

Pobre Saulo. Um bom goleiro, em uma noite tecnicamente inspirada, e vítima de uma esquadra implacavelmente irresponsável. Onde já se viu voltar para o segundo tempo daquele jeito? Ganhando por 4 a 1, pega leve, diminui, se poupe para o próximo jogo difícil contra o bom Botafogo de Ribeirão. Mas a irresponsabilidade da adolescência é ininfreável. Para todo jovem o mundo acaba amanhã. Por mais que Saulo se esforçasse, eles queriam mais e mais, e no final ainda mais. Não há homem que aguente tanta teimosia. Saulo foi se irritando, com o time adversário e também com o seu próprio, que corria em vão atrás de uma bola que parecia decidida em seu destino, jogada após jogada, drible após drible.

Comemoração "Estátua da Liberdade", alusão ao amistoso feito em Nova Yorque.

E entra bola de cabeça, de pé direito, de pé esquerdo, de perto, de longe, de falta, de tudo quanto é jeito. O goleiro sente uma humilhação profunda, uma impotência quase sexual. Um bando de moleques acaba de roubar-lhe a hombridade, impunemente, como que brincando de expô-lo ao ridículo. A técnica e a concentração do goleiro, à esta altura, foram pro espaço. E depois de outra tabelinha estonteante com P.H. Ganso, Zé Eduardo arrisca de fora e o chute sai mascado, fraco e rasteiro, no meio do gol. Mas ali debaixo dos paus não há mais o goleiro do primeiro tempo. No primeiro tempo havia ali, usando as luvas ituanas, um homem forte e confiante pronto para desenvolver o seu trabalho de forma precisa, como o fez. Mas agora já não o havia mais. O que havia agora era um ser desnudo, abalado, extorquido de toda sua segurança e virilidade. Se o futebol já é um jogo mental, de estado de espírito, o ofício do guarda redes é o mais psicológico de todos. Tanto é assim que 10 entre 10 grandes goleiros ostentam uma impáfia ímpar como o numeral que carregam às costas. E enquanto assistia a viagem da bola despretensiosa de Zé Eduardo em sua direção, o arqueiro Saulo era um poço de humildade, quase uma madre Teresa. Seu olhar expressava o susto de uma freira em um prostíbulo. A impáfia, o peito estufado que um grande goleiro deve sempre portar, ficaram no vestiário. E com as mãos leves e o movimento suave de um humilde pedinte, Saulo permitiu que a bola transpassasse-lhe os braços com uma fluência de manteiga, e terminasse sua lenta trajetória além da linha fatal e sem mal chegar às redes. Saulo só queria ser invisível, e o foi, até para a bola. Apequenou-se tanto o pobre o homem que sumiu. E depois ainda, no final, viu-se em completo desespero ao fazer pênalti e ser expulso, para completar a sua degradante noite.

Um último exemplo da irresponsabilidade santista, e de como jogam sempre como se fosse o último jogo de suas vidas: Wesley foi expulso ao receber o segundo amarelo, em lance duro no meio de campo, com o placar já em 9 a 1. O ala/meia ficará de fora do importante encontro contra o Botafogo, confronto direto por vaga no G4. Também não precisa tanto.

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domingo, 21 de março de 2010

NEYMAR: ATÉ "ENTENDIDOS" JÁ SE CURVAM A ELE

É comum que nós exaltemos uma novidade, uma promessa de craque, mais do que o bom senso pressupõe. Mas quando vemos os chamados "entendidos", aqueles comentaristas mais frios e duros, curvando-se diante de um menino de 17 anos, é porque a coisa é séria mesmo. Neymar corre o risco de tornar-se o maior futebolista deste século, no mundo. Ouso dizer que talvez estejamos diante do maior nome da Copa do Mundo de 2014, a ser realizada aqui em relvas tupiniquins.

Neymar "carrega" o peso de Pelé: a responsabilidade de suceder o Rei.

Leia abaixo a coluna de Mauro Cezar Pereira, comentarista da ESPN, um dos grandes "entendidos" da TV:

Sim, os grandes jogos do garoto Neymar em 2010 foram, em sua maioria, diante de adversários frágeis, no campeonato paulista e principalmente nos estágios iniciais da Copa do Brasil. Também é fato que nos clássicos o menino esteve bem. De uma maneira, ou de outra, em nenhum deles saiu de campo sem ser notado, sem virar assunto após as partidas.


Contra o São Paulo, ignorou Rogério Ceni ao bater pênalti com paradinha. Sem tal artifício, desperdiçou penalidade diante do Corinthians, mas reagiu e foi decisivo no triunfo santista. Até contra o Palmeiras, em sua pior aparição diante dos rivais, foi expulso mas mostrou que embora imaturo para certas situações, passa longe de ser um pipoqueiro.

O que Neymar faz vai muito além das pedaladas inócuas que não saem do lugar. Incisivo, vertical, objetivo, dribla numa só direção, para a frente, rumo ao gol. Contra equipes frágeis o time mais poderoso tem obrigação de vencer, mas o êxito pode ser construído de diferentes formas. E o talentoso atacante faz tudo com facilidade que impressiona.

O Santos tem aniquilado essas equipes e Neymar ignora os adversários, passa pelos marcadores como se não existissem, que o diga o pobre zagueiro Raul, do Remo, a vítima mais recente. No lance do segundo gol nos 4 a 0 em Belém, o santista sinalizou que passaria pela esquerda e por ali entrou na área com absurda facilidade. Então rolou para André.

O início de Neymar é superior ao de Robinho. Se ele ganhará títulos importantes rapidamente, como aconteceu com o jogador emprestado pelo Manchester City em 2002, é outra questão. Individualmente a nova revelação santista dá claros sinais de que será melhor ainda, um jogador diferente, especial, daqueles que aparecem raramente.

Sempre achei precipitado levá-lo à Copa do Mundo deste ano, mas começo a mudar de ideia. Jogadores especiais merecem tratamento especial. E não custaria cortar um Kleberson, um Ramires, um Júlio Batista, um Felipe Mello, um lateral-esquerdo reserva, já que nem titular absoluto a seleção da CBF tem. Cortar qualquer um desses atletas, bons, mas comuns.

Assim abririam espaço para um jogador especial. Ou melhor ainda, cortar dois e levar Neymar e Paulo Henrique Ganso, pois ambos são muito raros. O meia do Santos tem características inexistentes no elenco habitualmete convocado por Dunga. E é jovem mas de postura madura, com muita personalidade.

"Ah, mais eles não foram testados..." E daí? Na Copa devem jogar os melhores, ora. E esses rapazes que brilham no Santos são superiores a vários dos operários fiéis ao dunguismo cujos passaportes estão carimbados para a África do Sul. Você que lê e discorda, apenas pare e pense no desperdício que está prestes a acontecer.

Em 1978, César Luís Menotti não chamou Maradona, então com 17 anos, para ser campeão do mundo. O título foi arrancado à força e os Deuses do Futebol parecem tê-lo castigado pela heresia, pois o técnico vencedor daquela Copa pouco fez depois dela, seguiu em frente sustentado pelo nome, pela grife na qual se tornou, nada mais.

Neymar e Ganso dificilmente serão gênios como o argentino. Mas é tão improvável quanto que passem pelo futebol discretamente como alguns dos eleitos de Dunga. Mas a seleção da CBF vive uma Era na qual dedicação vale mais do que talento. Como se fosse mais fácil fazer alguém sem talento jogar bem do que transformar craques em jogadores dedicados.

Veja em vídeo, CLICANDO AQUI, o comentário feito pelo mesmo Mauro Cezar, em transmissão da ESPN do jogo do Santos pela Copa do Brasil.

O que você acha sobre Neymar? Levaria o garoto abusado à África?

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sexta-feira, 19 de março de 2010

ESPETÁCULO NÃO É OBRIGAÇÃO? É SIM SENHOR!

O São Paulo ontem recebeu um excelente público no Morumbi para o seu confronto, pela Copa Libertadores, contra o "fiel da balança" do grupo 2, o fraquinho Nacional do Paraguai. Mais de 31 mil pessoas foram apoiar um time que não empolga, contra um adversário que não empolga, em um horário que empolga menos ainda (quinta-feira quase às dez). E o torcedor, que chegou em casa já na madrugada de sexta-feira, até que chegou contente. O tricolor viveu a noite dos "finalmente":
  • Finalmente temos um time titular;
  • Finalmente o Dagoberto está tendo sequência;
  • Finalmente Marcelinho Paraíba e Cicinho foram sacados do time (têm que entrar em forma primeiro);
  • Finalmente Cleber Santana disse a que veio;
  • Finalmente somos líderes da chave.
Só faltou um "finalmente", justamente o mais esperado: o time ainda não jogou o que se espera. Jogou bem, jogou direitinho, ganhou por 3 a 0. Mas jogar direitinho e ganhar é obrigação para os jogadores de um Bragantino, de um São Caetano. Os jogadores do São Paulo, o único hexacampeão brasileiro sem asterisco, têm obrigação de proporcionar um belo espetáculo de futebol. Que conversa é essa de "se ganhou o presidente e a torcida não podem reclamar"? Recebendo mais de 50 paus em salários por mês, meu queridão, eu exijo no mínimo um lençol e duas canetas por jogo. E não falo de liquidação de loja de departamentos, não. Ainda mais contra o tal do Nacional, que pediu autógrafos ao Rogério Ceni no final do jogo. Durma-se com um barulho desse, em plena madrugada!

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quinta-feira, 18 de março de 2010

TIMÃO FIRME E FORTE

O Corinthians foi forte ontem no Paraguai, contra o cerro Porteño.
Venceu com autoridade, sem nem fazer tanta força. Foi firme e seguro, o tempo todo.

No primeiro tempo Ronaldo não pegava na bola. De fato haviam duas bolas em campo. Uma não via a outra. E a gente começa a pensar, a duvidar se é bom mesmo ter um cara assim tão fora de forma no time, começa a fazer piada, até que... até que acontece o que a gente já sabe. Gol de Ronaldo.

Dizer o quê?! Reclamar do quê?! Faz piada agora, vai! Ronaldo é Ronaldo. E vice e versa.

A atuação firme e forte do timão ontem só deixou um porém: a história de não querer mais jogar quando o jogo já parece ganho. "O Corinthians não quer correr riscos" dizia Cleber Machado na transmissão da Globo. Quer risco maior do que estar só um gol à frente no placar? No último minuto, em bola alçada na área corinthiana, William saltou sobre o corpo do atacante para cortar o cruzamento. Pênalti? Nada. Mas vai que o juiz marca?! Isso pra mim é um grande risco. Souza entrou no jogo e, aos 35 minutos, com muito jogo ainda pela frente, dominou uma bola e levou-a à bandeira de escanteio, em uma daquelas ceninhas patéticas de anti-jogo que os times que vencem insistem em protagonizar. E o que dizer então do contra-ataque em que Jorge Henrique recebeu a bola na meia-esquerda e, visualizando 3 companheiros contra apenas dois oponentes no campo de ataque, resolve agredir a sua própria natureza de jogador rápido e insinuente para frear a bola e recuar o jogo. Inacreditável! Parece até que abrir mais de um gol no placar é feio! Isto que o Jorge fez é anti-jogo. É a mesma coisa que um volante botinudo que dá uma entrada criminosa nas pernas de alguém. Anti-jogo, a torcida deveria pedir o valor do ingresso de volta. E o árbitro deveria puní-los, Souza e Jorge Henrique, com um cartão amarelo para cada um, por prática de anti-futebol.

Mas o que vale, para eles, são os 3 pontos. Quando é que vão entender que são profissionais do entretenimento?


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terça-feira, 16 de março de 2010

O DENTISTA DO TIMÃO

Mano Menezes vai tirar Dentinho do time para o jogo contra o Cerro Porteño, no Paraguai. O artilheiro do timão na temporada, com 5 gols nos últimos 5 jogos, deverá ser substituído por Danilo em nome de uma maior consistência no meio de campo, povoando mais o setor. Se Dentinho fica fora, o dos Dentões vai pro jogo, claro, mesmo jogando petecas. Mas aí está certo o técnico, porque Ronaldo tem que jogar, sempre. Mas deveria ser com Dentinho. Quero dizer, com seus dentões e Dentinho ao seu lado.

E por que Mano quer arrancar o Dentinho? Digo, sacar o artilheiro?
Tá com medo de quê? Olha aí o complexo de vira-latas de novo...
Vai pra cima com os dois, ou melhor, com os quatro: os dois dentões de Ronaldo e os dois dentões de Dentinho. Se arrancar algum o time vai ficar "chocho", e time banguela não faz ninguém ninguém sorrir.

Isto é excesso de respeito. É no Paraguai? É contra o Cerro, time tradicional de lá? Às favas! Vamos pra cima deles que esles entregam! Nenhum time da Libertadores tem qualidade que justifique este temor todo. Nós temos que parar de pensar Libertadores com o rabinho entre as pernas.

Com Dentinho, Dentão e Jorge Henrique os paraguaios abrem o bico. E nem precisaria ter a tal consistência no meio de campo. O Corinthians povoaria a área adversária.

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domingo, 14 de março de 2010

PROCURA-SE

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Algúem viu um São Paulo por aí?!...
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O PALMEIRAS DE ITU

Na semana passada escrevi um texto chamando o Palmeiras de time muito ruim. E frisei:

"Se os atletas entenderem o conceito de time, de coletivo, de jogar uns para os outros e não para si e somente para si, o Palmeiras de Cleiton, Pierre, Diego Souza e São Marcos pode, até, virar um time de futebol"

E então a esquadra palestrina passou uma semana concentrada na cidade de Itu. Segundo o seu treinador o retiro serviria para "criar um ambiente mais fechado". Fiquei feliz ao ler a notícia, por perceber que o técnico Antônio Carlos havia observado e dado a devida atenção ao problema que mais urge em seu Palmeiras: o foco coletivo. E nada como uma semana trancafiados juntos, longe de tudo que envolve o dia a dia, para escancarar a todos a óbvia e ululante situação vexaminosa em que se encontravam. Passar uma semana encarando-se, compartilhando o sentimento de humilhação e de vergonha, pode sim aguçar os brios de um homem. Quanto mais de um grupo deles.

Foi o que se viu do Palestra na Vila Famosa contra o delicioso Santos de Neymar e compania. O time venceu de 4 a 3, e olhe que perdia por 2 a 0. Cadê o time muito ruim? Engrandeceu-se em Itu, onde tudo é grande. Foi na raça, e foi bonito. O Santos decepcionou? Não a mim. O Santos fez o seu jogo, teve excelentes momentos, arrancou-me risadas mais de uma vez. Mas perdeu? E daí! Perde-se, ganha-se, joga-se. É a vida no esporte. Os meninos sentiram na pele que o futebol sorri para todos, e não basta ser genial ou acrobático, é preciso ser melhor do que os outros onze. E o Palmeiras mereceu mais. Foi um duelo brilhante dos dois times, cada um no seu espírito e estilo.

Sobre a expulsão de Neymar, lembremo-nos que falamos de um moleque de 17 anos. É bom que já aprenda cedo sobre as argruras da peleja. Nem punido pelo tribunal poderá ser: ainda é menor de idade, inimputável! A juventude induz ao perdão, por hipnotizar-nos com sua beleza. Então peguemos leve com o príncipe.

Este time mágico do Santos, leve como plumas de Ganso, me fez lembrar o super-esquadrão de Pelé até na derrota. Não há como não relacionar o placar de 3 a 4 com os imortais confrontos entre o Santos bi-campeão mundial e a Academia de Ademir da Ghia e Dudu. Dudu, por sinal, tio do técnico santista Dorival júnior.

A história leciona sobre o presente: se só o Palmeiras parava o Santos de Pelé, eis que agora surge uma camisa verde enorme, direto de Itu, uma gigante barreira do tamanho do futebol dos meninos da vila.


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sexta-feira, 12 de março de 2010

KAKÁ NÃO ESTÁ ABATIDO

Faltando 12 minutos para o fim de um jogo em que seu time, o Real Madrid, precisava de mais um gol para avançar na Champions League e tentava pressionar o Lyon, o técnico Pellegrini resolve tirar Kaká do jogo. Kaká não tem sido o mesmo. Vem errando muitas jogas, fato que não é comum e que ele atribui à lesão no púbis da qual se recupera aos poucos. Mas ele é o Kaká. Você tiraria o Kaká de campo? Essa arrogância dos treinadores está cada vez maior, eles se consideram mesmo mais importantes do que os jogadores.


KAKÁ AO VER QUE SERIA SUBSTITUÍDO

E pela primeira vez viu-se um Kaká humano, comum, falível e emotivo. A cena de sua substituição causou um frissom mundial. O bom moço, sinônimo de obediência máxima e do politicamente correto, avista incrédulo a placa com seu número à beira do gramado, fecha a expressão (foto), e corre do campo balançando a cabeça em sinal negativo, sob vaias da torcida. Nem jogava tão mal assim, diga-se. Mas não decidiu, e fora contratado para isso.

Em entrevista ao repórter da Globo Tino Marcos, ele se mostrou muito tranquilo, e considera que todos os atletas têm momentos como este. Não me pareceu nada abatido, e está confiante de que na Copa do Mundo veremos o Kaká de sempre. Amém!

Assista à entrevista CLICANDO AQUI

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COMPLEXO DE VIRA-LATAS

Cruzeiro e Inter se apequenaram ontem pela Libertadores, em seus jogos como visitantes. Deportivo Itália, da Venezuela, e Deportivo Quito, do Equador, não poderiam representar problemas para a dupla de gigantes nacionais. O Inter tem um elenco quase galático. Tem obrigação de ir para ganhar em qualquer estádio de qualquer país. O Cruzeiro tem o mesmo treinador há três anos, jogador na seleção que vai à Copa (Gilberto), e é o atual vice-campeão do torneio.

Não dá para entender ambos comemorando seus empates fora de casa. Como se fora de casa os salários destes atletas fossem outros. Temos que criticar duramente esta atitude vira-latas dos times brasileiros na Libertadores. O Deportivo Itália não teria vida fácil nem na série B do brasileirão. Para mim é como se o Cruzeiro tivesse empatado com o Bragantino e, por ter sido em Bragança Paulista, saísse vibrando ao ouvir o apito final.

quinta-feira, 11 de março de 2010

VITÓRIA MODORRENTA: DE NOVO

Segundo tempo também modorrento , mas o Nacional é fraco, e ganhamos por 2 a 0. Washington duas vezes. De bom fica a sensação de que Fernandinho poderá ser mesmo útil. Ô time preso!

AFF... QUE HORROR

Quase acabando o terrível primeiro tempo do jogo do tricolor paulista pela Libertadores, não aguentei e vim escrever este post. O tal do Nacional do Paraguay é pior do que o Naviraiense que perdeu de 10 pro Santos. E o melhor em campo é Rogério Ceni. Que horror.

Depois de ver o Santos ontem, ver isto chega a ser uma afronta.
Como eu disse no post anterior, time "profissional" é isso aí.

Ah! Graças a Deus! O juiz apita fim de primeiro tempo. Durou umas 7 horas...

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Nota 10

O Santos de Neymar, Robinho e Ganso aplicou um placar de 10 a zero pela Copa do Brasil, nesta quarta.
O adversário era fraco? Muito. Fraco como todos os outros da primeira fase deste torneio. E nenhum time meteu uma goleada sequer. Só o Santástico de Neymar. Um "10x0" é desses escores que soam aos ouvidos como chacota, como jogo de várzea. Pois é isso mesmo que este time mágico do Santos é, um escrete com os traços daqueles deliciosos jogos amadores, tipo "desafio ao galo". Consegue imaginar os "profissionalíssimos" times da capital paulista, como o Corinthians de Mano ou o São Paulo de Gomes, ganhando de alguém por dez a zero? Impossível. Seu profissionalismo é o altar da mediocracia. Ser medíocre e insípido faz parte do pacotão do profissional padrão. O amadorismo do Santos e seus meninos (porque Robinho é um eterno menino) é a única via que pode levar a um placar cósmico como este. Cósmico como o jogo leve, fluido, solto, de um grupo de amigos que gosta de se divertir. E vencer de dez é pra lá de divertido!

Neymar é o novo príncipe da Vila, título que já foi de Robinho. E acho que Neymar é ainda melhor. Melhor até do que aquele Robinho de anos atrás, bi-campeão brasileiro. Deveria ir à Copa, sim. Achar que ele não deve ir à Copa é render-se ao pensamento mediocrático que deixa tudo chato, tudo igual.

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terça-feira, 9 de março de 2010

NOSSOS CENTROAVANTES ADIPOSOS

Adriano está gordo. Pesa, no momento, 106 Kg, 11 a mais do que o seu ideal.

Ronaldo é gordo. Pesa no momento mais ou menos o mesmo que pesou nos últimos 5 anos.

Se o imperador não ficar em forma, não deveria ir à Copa do Mundo, mesmo sendo importante no grupo.

Gordo por gordo, Ronaldo é Ronaldo.
Mas eu, diferente do Parreira em 2006, não levaria nenhum.

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O que você acha dos nossos centroavantes adiposos?
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A ERA DO DEBOCHE

Texto de Marcelo Barreto, do canal SPORTV

Meu projeto de estudo na Universidade de Michigan chamava-se “Do gueto à glória”. Queria ter voltado de lá com algo escrito sobre a trajetória de atletas que saem do nada e passam a ter tudo de uma hora para outra. Minha grande inspiração, na época, era Romário. Do nada – a infância na Favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro – ao tudo – a conquista da Copa nos Estados Unidos – tinham se passado apenas 28 anos. Não é nem o tempo de uma vida, e nesse tempo Romário viveu duas vidas completamente diferentes: a de menino pobre, sem esperança, e a de dono do mundo. (Agora vive a terceira, a de ex-dono do mundo.)


Não que a história de Romário fosse nova. Desde que a bola é redonda, o futebol serve de passarela do gueto à glória. É vasta a literatura de jogadores que atingiram o estrelato, e rica a gama de seus destinos: a loucura de Heleno de Freitas, o alcoolismo de Garrincha, as mulheres de Renato Gaúcho, até mesmo o contraponto do sucesso fora de campo de Zagallo. Se alguma novidade havia em Romário, talvez fosse a ostentação – não de sua riqueza, mas de seu status. O Baixinho, eleito rei do mundo, resolveu exercer. Optou por voltar ao Brasil em vez de continuar fazendo fortuna no futebol europeu, não tinha pudor de se exibir jogando futevôlei, não fazia força para esconder seus hábitos noturnos, confrontava os jornalistas com respostas atrevidas… E com tudo isso se tornava cada vez mais ídolo.

É sempre complicado atribuir uma mudança de comportamento a uma pessoa só. Mas, assim como Wanderley Luxemburgo inventou o técnico de terno no futebol brasileiro, Romário inventou o deboche. Sua moeda de troca para fazer o que queria e dizer o que pensava era simples: ou o futebol brasileiro o aceitava assim ou o melhor jogador do mundo caçaria de novo o rumo da Europa.

Tudo isso me voltou à lembrança quando conversei com um dirigente do Flamengo, ontem, sobre Adriano. Com ar conformado, ele me disse: “Quando você contrata o Imperador, compra o pacote completo”. E o combo de Adriano inclui o gueto e a glória. Os amigos que o acompanham desde a infância na Chatuba e a namorada conquistada já como jogador famoso. Não dá para entrar numa concessionária e pedir só o modelo básico de atacante rompedor, sem os opcionais.

O Flamengo sempre soube disso. Com seu Adriano modelo completo, foi campeão brasileiro. E agora lida com o ônus de enfrentar o rancor popular contra seu craque problema. Somos todos moralistas quando falamos de futebol. Para o torcedor, o clube é uma instituição. Essa palavra, usada nesse contexto, sempre me chocou um pouco. Instituição é família, igreja, empresa, partido político… Mas, pensando um pouquinho, para muita gente o futebol passa à frente de tudo isso. Então, exigimos do jogador virtudes de pai, pastor, patrão, presidente.

Mas só instituições fortes conseguem impor seus valores. E os clubes – não só os de futebol, nem só os do Brasil – há muito perderam para os jogadores a batalha pelo poder financeiro (o repasse desse poder aos empresários é tema para outro post). Romário sabia, consciente ou instintivamente, que Flamengo, depois Vasco, depois Fluminense eram reféns de seu talento. Assim como Ronaldo, hoje, desfila sua robusta imagem em campo sabendo que é ela que faz girar a engrenagem do marketing do Corinthians. Estamos vivendo a era do deboche.

Adriano pode não ser particularmente debochado, mas se vale dessa situação. Ao voltar ao Brasil, teoricamente abrindo mão de salários muito maiores no futebol europeu, deixava impostas de antemão suas condições. Já tinha abolido os treinos de segunda-feira e começava a incorporar a manhã de terça quando foi artilheiro do Campeonato Brasileiro. Agora, no meio de mais uma crise, fica para o Flamengo a incumbência de explicar um sumiço temperado a baixaria na favela. Representantes do clube usam palavras como alcoolismo e depressão – que não são estados de espírito, mas condições clínicas que precisariam ser atestadas por um médico para que pudessem ser consideradas com seriedade.

Este post ficará obsoleto assim que Adriano fizer seu próximo gol com a camisa do Flamengo. Mas a era do deboche não tem data para acabar.

Original em:
http://colunas.sportv.globo.com/marcelobarreto/2010/03/09/a-era-do-deboche/
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PORTUGAL COGITA DEMOLIR ARENAS DA EURO2004

Para refletirmos sobre as consequencias financeiras da Copa 2014.
Enviado pelo colaborador/leitor Daniel Dacol:



REDAÇÃO

Da Máquina do Esporte, em São Paulo


"Uma declaração do ex-ministro da economia de Portugal na última segunda-feira levantou uma grande discussão sobre o futuro dos estádios construídos para a Eurocopa de 2004 no país europeu.

"É muito complicado lidar com as dívidas de algo que não cria riqueza nem representa um bem público", afirmou Augusto Mateus, em entrevista à rede de notícias Bloomberg.

O economista se referia aos estádios de Braga, Coimbra, Leiria, Aveiro e Faro/Loulé. Todos eles tiveram suas construções bancadas, em grande parte, pelos municípios, que agora não têm condições de pagar pela manutenção dos estádios. Por ano, os municípios gastam em torno de 13 milhões de euros entre pagamento de dívidas adquiridas para a construção dos estádios e sua respectiva manutenção.

A situação mais delicada é do estádio de Aveiro, utilizado pelo time do Beira-Mar. O clube, que está na Segunda Divisão de Portugal, não leva mais do que três mil torcedores ao estádio. Em outubro passado, o conselho municipal já havia cogitado a hipótese de demolir a arena, que teve em 2009 apenas 5% de sua capacidade de 30 mil pessoas ocupada.

O caso emblemático segue a ser o estádio de Braga. Construído em meio a uma pedreira, a arena ganhou diversos prêmios de arquitetura e se transformou em cartão-postal da cidade, tendo inclusive assegurado a venda de naming rights para a empresa local Axa. Em razão disso, a prefeitura continua a investir cerca de cinco milhões de euros ao ano para manter o estádio, que em 2009 teve média de 40% de ocupação.

As únicas exceções nos estádios portugueses são a Nova Luz, o Dragão e o Alvalade Século 21, estádios utilizados, respectivamente, por Benfica, Porto e Sporting. Bancados em sua maior parte pelos clubes, essas arenas têm boas taxas de ocupação e dão retorno aos clubes."

Original em:
http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=15310


Opine.


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BONS JOGADORES, TIME MUITO RUIM


Ontem o Palmeiras venceu por 3x2 o Sertãozinho, no palco máximo do paulistão, a arena Barueri. Analiso a tábua de classificação e só encontro o Sertãozinho após ler os nomes de todos os demais 19 clubes participantes. Este era o time que vencia o Palmeiras por 2x1, de virada, até os 38 minutos do segundo tempo. E friso que vencia de virada porque se tem uma coisa difícil no futebol é um pequeno virar um escore para cima de um grande. Levar o primeiro gol do jogo costuma ser a lápide de um time sem camisa, sem porte para tomar as rédeas da disputa e outorgar uma virada.

Pois ontem isto ocorreu. Ocorreu porque o Palmeiras é um time muito ruim. Repito: o Palmeiras é um time muito ruim. E veja que estou sendo delicado já que, por dura que pareça, a afirmação chama este Palmeiras de time. Chamar de time ruim torna-se uma concessão, pois creio que o tal escrete não mereceria ser chamado de time. Time é um grupo que atua em conjunto, une esforços para um bem maior. No Palmeiras ainda não se viu isto. O que se vê é cada um tentando fazer o seu. Discordo dos que acham que falta atitude, falta dedicação. O problema é que dedicam-se a si próprios, não ao time. E por isso não há time.

Mas há bons jogadores. Alguns muito bons até. Pierre é um deles. Repito o que já escrevi em um texto anterior: para mim Pierre deveria estar na Africa em junho. Este é o melhor volante brasileiro em atividade em qualquer canto do mundo. Não há como driblar Pierre. Pierre é "indriblável"! Se houvesse nos escaltes uma estatística de percentual de desarmes, e não somente o total de desarmes como há, Pierre lideraria ano após ano este quesito. Outros volantes podem até terminar um jogo com mais desarmes do que ele, mas certamente levaram mais dribles e erraram mais desarmes do que o 5 palestrino. O número de falhas dele, Pierre, nos desarmes, é sempre zero. Se o Palmeiras toma gols (e como os toma!) é porque o adversário conseguiu fazer com que a bola não passasse por perto de Pierre. Pode examinar as imagens, elas ao contrário de mim são frias de doer.

E se não bastasse Pierre, ainda há ali o pouco badalado mas muito eficiente Cleiton Xavier. Ele decidiu de novo. Quando parece impossível, Xavier vai lá e decide. Foi assim na Libertadores do ano passado, lembra? No Chile, o meia desferiu um petardo tão longínquo quanto inapelável, no finalzinho do jogo, realizando no angulo superior direito a improvável classificação do time para a fase seguinte.

Ontem Cleiton Xavier, meia, fez um gol de cabeça quase na pequena área, e outro de centroavante oportunista na última bola do jogo, aquela que só entra se sair de pés predestinados ao triunfo.

Se os atletas entenderem o conceito de time, de coletivo, de jogar uns para os outros e não para si e somente para si, o Palmeiras de Cleiton, Pierre, Diego Souza e São Marcos pode, até, virar um time de futebol. O final do jogo de ontem pode ter sido um marco para isso.

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O TRAIDOR DE SI PRÓPRIO

Costumo elogiar muito o craque Diego Souza. Para mim trata-se de um super craque que ainda não desabrochou por completo. Existem craques que demoram mesmo para se revelar em sua plenitude, casos de Raí, Zidane, entre outros. Porém existem também aqueles que demoram tanto que não desabrocham nunca. Temos dois Diegos nesta situação de indefinição entre uma coisa e outra. O da Juventus, ex-Santos, e o citado camisa sete palestrino.

Ontem Diego Souza não atuou, pois fora expulso no último vexame do Palmeiras pelo paulistão. E, apesar de não ter jogado bem, o time viveu ontem um momento diferente e que pode ser decisivo para o futuro deste grupo de trabalho. Venceu de virada um jogo que parecia perdido, no último minuto, na raça. Só que Diego Souza não estava em campo.

Meu cunhado e compadre corinthiano já me corrigiu várias vezes quando estou a elogiar o jovem meia virtuoso: "o Diego some, se esconde nos momentos decisivos" - diz ele. É claro que refere-se às pelejas que contam com o meia vestindo a jaqueta que já foi de Ademir. Mas não é incrível que, por coincidência, numa hora como essas ele estivesse de fora? Não é coincidência. Certas pessoas têm mesmo problemas para enfrentar momentos de decisão. Mas não foi opção dele não jogar ontem, pode-se refletir. E eu já retruco de cara que foi sim. A sua expulsão no ultimo jogo foi patética, ridícula eu diria. Muitos o acusaram, ao meu ver justamente, de ter chutado o balde propositalmente, ou seja, jogou a toalha em meio ao momento crítico.

Parece que meu cunhado-compadre tem certa razão, infelizmente. E se ele estiver completamente certo, Diego Souza vai contrariar o seu próprio destino, vai apunhalar a glória que a vida lhe reservou: a de ser um dos grandes astros do futebol mundial. Seu talento pressupunha isto.

segunda-feira, 8 de março de 2010

EXTRA, EXTRA! OS 23 DE ANÕES DUNGA!

Minha bola de cristal me mostrou a lista final de Dunga para a Africa.
Em negrito o time titular contra a Coréia do Norte, dia 15 de Junho, no Soccer City. Quer apostar?
Aqui vai:


GOLEIROS
Julio Cesar (Inter Milão), Doni (reserva da Roma), Victor (Grêmio)

LATERAIS
Maicon (Inter Milão), Daniel Alves (Barça), Michel Bastos (meia do Lyon), Gilberto (meia do Cruzeiro)

ZAGUEIROS
Lúcio (Inter Milão), Juan (Roma), Luizão (Benfica), Thiago Silva (Milan)

MEIO CAMPISTAS
Gilberto Silva (Panathinaikos da Grécia), Felipe Melo (Juventus da Itália), Josué (Wolfsburg da Alemanha), Elano (Galatasaray da Turquia), Julio Batista (Roma), Ramirez (Benfica), Kleberson (Flamengo), Kaká (Madrid)

ATACANTES
Robinho (Santos), Adriano (Flamengo), Luis Fabiano (Sevilla), Nilmar (Villareal)


Surpreso?!?
Nem eu.

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DIA DAS ROSAS - PARABÉNS!


Ao contrário do que sugeriu o goleiro Bruno, do Flamengo, acredito que em mulher não se bate nem com uma rosa. Parabéns a elas, por aguentarem declarações infelizes COMO ESTA sem perder a majestade.
8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER

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Novidades no AmorPeloFutebol!

Novos posts:

EM DEFESA DO CORINTHIANS
UM SÃO PAULO MELHORZINHO…
RONALDINHO GAÚCHO NA COPA
O MELHOR JOGO DO ANO: PORTUGUESA 1 X 1 SANTOS

Leia e opine!

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Ronaldinho Gaúcho

O técnico do craque do Milan, o "brasiliano" Leonardo, disse ao Galvão Bueno que entende o Dunga, porque se agora o Ronaldinho Gaúcho está merecendo ir pra seleção, ele não era convocado antes porque não estava, à época, merecendo estar lá. Mas aí eu pergunto: a Copa não é agora, daqui a 3 meses? O que tem que contar mais, estar merecendo agora, ou ter merecido nos anos anteriores? Você levaria para a África o moço milanista dos cabelos e dentes avantajados? Eu levaria. E levaria o Neymar também, ambos no banco, claro.

Em tempo: pode parecer incrível, mas eu chequei e é fato; em 94 Parreira resolveu levar 5 atacantes para que o fenômeno de 16 anos, Ronaldinho (hoje Ronaldão) tivesse vaga no avião para os EUA. Para isso convocou um meio campista a menos. É exatamente o que eu faria por Neymar, tendo em vista o fato de que Robinho pode atuar (e atua) também como meia.

Atacantes campeões do mundo em 94:

Romário
Bebeto
Viola
Muller
Ronaldo Fenômeno

Um São Paulo melhorzinho...

...mas ainda modorrento. A formação com 3-4-3 parece mesmo ser a mais "acesa". Ricardo Gomes, pelo jeito, também acha. Paraíbas perdem espaço (Carlinhos e Marcelinho). Na minha cabeça, estamos guinando para algo assim:


Rogério Ceni (ele + dez...)

Alex - Xandão - Miranda

Cicinho - Hernanes - Jean - Jorge Wagner

Dagoberto - Washington - Fernandinho/Marcelinho (prefiro o ex-Barueri)

O problema é que, desta forma, Richarlysson, Cleber Santana e Marcelinho seriam reservas, e foram contratados e/ou renovados esperando serem titulares. Problema do Ricardo Gomes, vai ter que administrar os egos. O que não dá é pra tirar do time os "operários padrão", como o Jean, o Jorge Wagner ou o Dagol, só para encaixar as badaladas contratações.

O jogo contra a Ponte Preta, vencido por 2 a 0, foi só "certinho", como sempre. Certinho, mas modorrento. Já estamos em março e a promessa de um time que honre a nobre jaqueta já virou novela.

Aguardemos os próximos capítulos. Até agora, esta novela está de dar sono. Ainda mais com jogos às 10:00 da noite.

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domingo, 7 de março de 2010

QUE JOGO!

1x1
Nesta tarde optei pelo clássico entre Portuguesa e Santos em detrimento ao jogo da TV, São Caetano e Corinthians. Que sorte a minha. Fazia tempo que eu não via um jogo de futebol tão intenso e tão bom como este confronto do Canindé. É bem verdade que não deixaram Neymar brilhar. Também é fato que os lusos afogaram o ganso, digo, Paulo Henrique quase não apareceu. Robinho não vivia a sua melhor tarde. O cerebral Marquinhos começou no banco. E então você exclamará interrogando e indignado: “E como é que o digníssimo blogueiro pode reputar este encontro como o clássico do ano?!?” Pois é, não sei. Só sei que foi assim. Um baita jogo!


A Portuguesa parecia disputar seu último jogo, o derradeiro match de suas vidas. Retrancou-se e limitou-se a impedir o jogo mágico dos meninos da vila? Nunca, em momento algum. Marcou como nunca e também jogou como nunca. Que delícia de ver esta lusa! Jogasse assim duas vezes por semana e terminaria o ano fazendo o Barcelona de Messi parecer o Olaria. Que aplicação, que ocupação de espaços, que movimentações. ATHIRSON! Não leitor, não precisa me desejar saúde, isto não foi um espirro. O agora meia Athirson foi para mim o nome do jogo. O veterano ex-lateral esquerdo de nome onomatopéico voltou às origens e atuou em seu habitat nato, deflagrando o caos na ala direita peixeira. Com Athirson por ali o Santos não via a pelota, nem atacando nem defendo. Recebendo o suporte do jovial Fabrício, que voltava para compensar a óbvia perda física que os anos trouxeram ao companheiro, Athirson protagonizou umas 15 boas jogadas só na primeira etapa, com bola e sem bola, repito. Tanto foi assim que Dorival Junior, o mister santista, perdendo por um a zero e vendo a vaca, ou melhor, a baleia indo para o brejo, mudou seu lado direito ainda aos 30 minutos do primeiro tempo, tirando do jogo o volante improvisado de lateral Brum para a entrada do meia-armador Marquinhos, e deslocando Wesley para a lateral direita e pedindo desesperadamente para que Robinho agisse como um verdadeiro ponta direita, a fim de infernizar a vida de Athirson. E o legal é que deu certo! Athirson continuou jogando muito bem, mas agora se via obrigado a fazer uma baita força para isso. E a lusa chegava com passes rápidos, e o Santos respondia com tramas maquiavélicas. O segundo tempo foi parecido, mas agora com domínio santista mais evidente, mesmo que com a lusa levando muito perigo em contra-ataques muito bem desenhados. Na pressão do Santos destacou-se o goleiro Fábio, da lusa, com seus dois metros de altura e mais não sei quantos de coragem. Havemos de convir: um sujeito de dois metros de altitude com as dádivas da agilidade e do reflexo? Só pode terminar sendo um excelente goleiro, como o é.

Athirson, destaque do jogo.

Mas nem os pulos de gato de Fábio foram freio suficiente para a conspiração dos céus. Este grande confronto não poderia cunhar perdedores. Placar injusto? Injusto mesmo seria alguém sair dali derrotado. Ao soar do apito final ficou a alegria de ter assistido ao belo jogo, representada nos aplausos das duas torcidas. Nem o juiz podia ser vaiado no Canindé. Alguns lusos podem ter ficado com sabor de derrota, por levar um empate aos 44 minutos. Alguns santistas podem sentir frustração por não obter um recorde histórico de vitórias consecutivas. Certezas? Só tenho uma. Portuguesa e Santos levam o campeonato paulista a sério, e comerão grama, como comeram hoje, até o último segundo dos acréscimos. Talvez comer grama seja o ingrediente transcendental que divide as partidas entre meros jogos e imortais confrontos. E nenhum jogador deixou o Canindé com fome. Na inspeção para manutenção do campo, na manhã seguinte, haverá um grande susto: não deve ter sobrado sequer uma folha inteira de grama no palco do melhor jogo do ano até agora.

Em Defesa do Corinthians

Após a vitória magrinha sobre o São Caetano, por um a zero com gol de Dentinho no finalzinho, Mano Menezes viu-se novamente obrigado a explicar na entrevista coletiva a demora do Corinthians para exibir um futebol “galático”. Ora, convenhamos, quem é que criou expextativa de um timão brilhante, esteticamente exuberante em 2010? Eu é que não. Os reforços são de peso, sem trocadilho, mas não aludem a espetáculo e futebol arte. É um elenco claramente formado para delinear um time forte, competitivo, duro na queda. Está no D.N.A. deste elenco (Data de Nascimento Antiga) o jogo mais pragmático, mais firme e menos fluido. O que esperar se não um time com cara de time gaúcho, típico de Libertadores? Pedir um futebol envolvente e cativante deste elenco é como pedir um chopp num convento. Com Tcheco, Danilo, Ralf, Marcelo Matos, Elias, Jucilei e etcéteras, o meio campo corinthiano será sempre muito forte e consistente. Deixemos o lirismo para os meninos da vila. A nau do centenário, se buscar pelas manchetes de futebol extraordinário, haverá de ver-se em rota de colisão com algum iceberg paraguaio ou argentino.
Timão do Mano é esse aí: um a zero é goleada.

O Amor Pelo Futebol Nunca Morre!!!


O Amor Pelo Futebol Nunca Morre!!!
Por isso este espaço está de volta, após um longo e tenebroso inverno (na verdade verão...).
Verão? O que vocês verão mesmo aqui é muita opinião e debate sobre os temas da bola. Ano de Copa promete!!!!

O endereço é o mesmo:

Divulguem e, por favor, opinem à vontade.

Abraços a todos!


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