sexta-feira, 12 de março de 2010

KAKÁ NÃO ESTÁ ABATIDO

Faltando 12 minutos para o fim de um jogo em que seu time, o Real Madrid, precisava de mais um gol para avançar na Champions League e tentava pressionar o Lyon, o técnico Pellegrini resolve tirar Kaká do jogo. Kaká não tem sido o mesmo. Vem errando muitas jogas, fato que não é comum e que ele atribui à lesão no púbis da qual se recupera aos poucos. Mas ele é o Kaká. Você tiraria o Kaká de campo? Essa arrogância dos treinadores está cada vez maior, eles se consideram mesmo mais importantes do que os jogadores.


KAKÁ AO VER QUE SERIA SUBSTITUÍDO

E pela primeira vez viu-se um Kaká humano, comum, falível e emotivo. A cena de sua substituição causou um frissom mundial. O bom moço, sinônimo de obediência máxima e do politicamente correto, avista incrédulo a placa com seu número à beira do gramado, fecha a expressão (foto), e corre do campo balançando a cabeça em sinal negativo, sob vaias da torcida. Nem jogava tão mal assim, diga-se. Mas não decidiu, e fora contratado para isso.

Em entrevista ao repórter da Globo Tino Marcos, ele se mostrou muito tranquilo, e considera que todos os atletas têm momentos como este. Não me pareceu nada abatido, e está confiante de que na Copa do Mundo veremos o Kaká de sempre. Amém!

Assista à entrevista CLICANDO AQUI

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COMPLEXO DE VIRA-LATAS

Cruzeiro e Inter se apequenaram ontem pela Libertadores, em seus jogos como visitantes. Deportivo Itália, da Venezuela, e Deportivo Quito, do Equador, não poderiam representar problemas para a dupla de gigantes nacionais. O Inter tem um elenco quase galático. Tem obrigação de ir para ganhar em qualquer estádio de qualquer país. O Cruzeiro tem o mesmo treinador há três anos, jogador na seleção que vai à Copa (Gilberto), e é o atual vice-campeão do torneio.

Não dá para entender ambos comemorando seus empates fora de casa. Como se fora de casa os salários destes atletas fossem outros. Temos que criticar duramente esta atitude vira-latas dos times brasileiros na Libertadores. O Deportivo Itália não teria vida fácil nem na série B do brasileirão. Para mim é como se o Cruzeiro tivesse empatado com o Bragantino e, por ter sido em Bragança Paulista, saísse vibrando ao ouvir o apito final.

quinta-feira, 11 de março de 2010

VITÓRIA MODORRENTA: DE NOVO

Segundo tempo também modorrento , mas o Nacional é fraco, e ganhamos por 2 a 0. Washington duas vezes. De bom fica a sensação de que Fernandinho poderá ser mesmo útil. Ô time preso!

AFF... QUE HORROR

Quase acabando o terrível primeiro tempo do jogo do tricolor paulista pela Libertadores, não aguentei e vim escrever este post. O tal do Nacional do Paraguay é pior do que o Naviraiense que perdeu de 10 pro Santos. E o melhor em campo é Rogério Ceni. Que horror.

Depois de ver o Santos ontem, ver isto chega a ser uma afronta.
Como eu disse no post anterior, time "profissional" é isso aí.

Ah! Graças a Deus! O juiz apita fim de primeiro tempo. Durou umas 7 horas...

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Nota 10

O Santos de Neymar, Robinho e Ganso aplicou um placar de 10 a zero pela Copa do Brasil, nesta quarta.
O adversário era fraco? Muito. Fraco como todos os outros da primeira fase deste torneio. E nenhum time meteu uma goleada sequer. Só o Santástico de Neymar. Um "10x0" é desses escores que soam aos ouvidos como chacota, como jogo de várzea. Pois é isso mesmo que este time mágico do Santos é, um escrete com os traços daqueles deliciosos jogos amadores, tipo "desafio ao galo". Consegue imaginar os "profissionalíssimos" times da capital paulista, como o Corinthians de Mano ou o São Paulo de Gomes, ganhando de alguém por dez a zero? Impossível. Seu profissionalismo é o altar da mediocracia. Ser medíocre e insípido faz parte do pacotão do profissional padrão. O amadorismo do Santos e seus meninos (porque Robinho é um eterno menino) é a única via que pode levar a um placar cósmico como este. Cósmico como o jogo leve, fluido, solto, de um grupo de amigos que gosta de se divertir. E vencer de dez é pra lá de divertido!

Neymar é o novo príncipe da Vila, título que já foi de Robinho. E acho que Neymar é ainda melhor. Melhor até do que aquele Robinho de anos atrás, bi-campeão brasileiro. Deveria ir à Copa, sim. Achar que ele não deve ir à Copa é render-se ao pensamento mediocrático que deixa tudo chato, tudo igual.

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terça-feira, 9 de março de 2010

NOSSOS CENTROAVANTES ADIPOSOS

Adriano está gordo. Pesa, no momento, 106 Kg, 11 a mais do que o seu ideal.

Ronaldo é gordo. Pesa no momento mais ou menos o mesmo que pesou nos últimos 5 anos.

Se o imperador não ficar em forma, não deveria ir à Copa do Mundo, mesmo sendo importante no grupo.

Gordo por gordo, Ronaldo é Ronaldo.
Mas eu, diferente do Parreira em 2006, não levaria nenhum.

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O que você acha dos nossos centroavantes adiposos?
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A ERA DO DEBOCHE

Texto de Marcelo Barreto, do canal SPORTV

Meu projeto de estudo na Universidade de Michigan chamava-se “Do gueto à glória”. Queria ter voltado de lá com algo escrito sobre a trajetória de atletas que saem do nada e passam a ter tudo de uma hora para outra. Minha grande inspiração, na época, era Romário. Do nada – a infância na Favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro – ao tudo – a conquista da Copa nos Estados Unidos – tinham se passado apenas 28 anos. Não é nem o tempo de uma vida, e nesse tempo Romário viveu duas vidas completamente diferentes: a de menino pobre, sem esperança, e a de dono do mundo. (Agora vive a terceira, a de ex-dono do mundo.)


Não que a história de Romário fosse nova. Desde que a bola é redonda, o futebol serve de passarela do gueto à glória. É vasta a literatura de jogadores que atingiram o estrelato, e rica a gama de seus destinos: a loucura de Heleno de Freitas, o alcoolismo de Garrincha, as mulheres de Renato Gaúcho, até mesmo o contraponto do sucesso fora de campo de Zagallo. Se alguma novidade havia em Romário, talvez fosse a ostentação – não de sua riqueza, mas de seu status. O Baixinho, eleito rei do mundo, resolveu exercer. Optou por voltar ao Brasil em vez de continuar fazendo fortuna no futebol europeu, não tinha pudor de se exibir jogando futevôlei, não fazia força para esconder seus hábitos noturnos, confrontava os jornalistas com respostas atrevidas… E com tudo isso se tornava cada vez mais ídolo.

É sempre complicado atribuir uma mudança de comportamento a uma pessoa só. Mas, assim como Wanderley Luxemburgo inventou o técnico de terno no futebol brasileiro, Romário inventou o deboche. Sua moeda de troca para fazer o que queria e dizer o que pensava era simples: ou o futebol brasileiro o aceitava assim ou o melhor jogador do mundo caçaria de novo o rumo da Europa.

Tudo isso me voltou à lembrança quando conversei com um dirigente do Flamengo, ontem, sobre Adriano. Com ar conformado, ele me disse: “Quando você contrata o Imperador, compra o pacote completo”. E o combo de Adriano inclui o gueto e a glória. Os amigos que o acompanham desde a infância na Chatuba e a namorada conquistada já como jogador famoso. Não dá para entrar numa concessionária e pedir só o modelo básico de atacante rompedor, sem os opcionais.

O Flamengo sempre soube disso. Com seu Adriano modelo completo, foi campeão brasileiro. E agora lida com o ônus de enfrentar o rancor popular contra seu craque problema. Somos todos moralistas quando falamos de futebol. Para o torcedor, o clube é uma instituição. Essa palavra, usada nesse contexto, sempre me chocou um pouco. Instituição é família, igreja, empresa, partido político… Mas, pensando um pouquinho, para muita gente o futebol passa à frente de tudo isso. Então, exigimos do jogador virtudes de pai, pastor, patrão, presidente.

Mas só instituições fortes conseguem impor seus valores. E os clubes – não só os de futebol, nem só os do Brasil – há muito perderam para os jogadores a batalha pelo poder financeiro (o repasse desse poder aos empresários é tema para outro post). Romário sabia, consciente ou instintivamente, que Flamengo, depois Vasco, depois Fluminense eram reféns de seu talento. Assim como Ronaldo, hoje, desfila sua robusta imagem em campo sabendo que é ela que faz girar a engrenagem do marketing do Corinthians. Estamos vivendo a era do deboche.

Adriano pode não ser particularmente debochado, mas se vale dessa situação. Ao voltar ao Brasil, teoricamente abrindo mão de salários muito maiores no futebol europeu, deixava impostas de antemão suas condições. Já tinha abolido os treinos de segunda-feira e começava a incorporar a manhã de terça quando foi artilheiro do Campeonato Brasileiro. Agora, no meio de mais uma crise, fica para o Flamengo a incumbência de explicar um sumiço temperado a baixaria na favela. Representantes do clube usam palavras como alcoolismo e depressão – que não são estados de espírito, mas condições clínicas que precisariam ser atestadas por um médico para que pudessem ser consideradas com seriedade.

Este post ficará obsoleto assim que Adriano fizer seu próximo gol com a camisa do Flamengo. Mas a era do deboche não tem data para acabar.

Original em:
http://colunas.sportv.globo.com/marcelobarreto/2010/03/09/a-era-do-deboche/
Concorda? Opine!


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PORTUGAL COGITA DEMOLIR ARENAS DA EURO2004

Para refletirmos sobre as consequencias financeiras da Copa 2014.
Enviado pelo colaborador/leitor Daniel Dacol:



REDAÇÃO

Da Máquina do Esporte, em São Paulo


"Uma declaração do ex-ministro da economia de Portugal na última segunda-feira levantou uma grande discussão sobre o futuro dos estádios construídos para a Eurocopa de 2004 no país europeu.

"É muito complicado lidar com as dívidas de algo que não cria riqueza nem representa um bem público", afirmou Augusto Mateus, em entrevista à rede de notícias Bloomberg.

O economista se referia aos estádios de Braga, Coimbra, Leiria, Aveiro e Faro/Loulé. Todos eles tiveram suas construções bancadas, em grande parte, pelos municípios, que agora não têm condições de pagar pela manutenção dos estádios. Por ano, os municípios gastam em torno de 13 milhões de euros entre pagamento de dívidas adquiridas para a construção dos estádios e sua respectiva manutenção.

A situação mais delicada é do estádio de Aveiro, utilizado pelo time do Beira-Mar. O clube, que está na Segunda Divisão de Portugal, não leva mais do que três mil torcedores ao estádio. Em outubro passado, o conselho municipal já havia cogitado a hipótese de demolir a arena, que teve em 2009 apenas 5% de sua capacidade de 30 mil pessoas ocupada.

O caso emblemático segue a ser o estádio de Braga. Construído em meio a uma pedreira, a arena ganhou diversos prêmios de arquitetura e se transformou em cartão-postal da cidade, tendo inclusive assegurado a venda de naming rights para a empresa local Axa. Em razão disso, a prefeitura continua a investir cerca de cinco milhões de euros ao ano para manter o estádio, que em 2009 teve média de 40% de ocupação.

As únicas exceções nos estádios portugueses são a Nova Luz, o Dragão e o Alvalade Século 21, estádios utilizados, respectivamente, por Benfica, Porto e Sporting. Bancados em sua maior parte pelos clubes, essas arenas têm boas taxas de ocupação e dão retorno aos clubes."

Original em:
http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=15310


Opine.


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BONS JOGADORES, TIME MUITO RUIM


Ontem o Palmeiras venceu por 3x2 o Sertãozinho, no palco máximo do paulistão, a arena Barueri. Analiso a tábua de classificação e só encontro o Sertãozinho após ler os nomes de todos os demais 19 clubes participantes. Este era o time que vencia o Palmeiras por 2x1, de virada, até os 38 minutos do segundo tempo. E friso que vencia de virada porque se tem uma coisa difícil no futebol é um pequeno virar um escore para cima de um grande. Levar o primeiro gol do jogo costuma ser a lápide de um time sem camisa, sem porte para tomar as rédeas da disputa e outorgar uma virada.

Pois ontem isto ocorreu. Ocorreu porque o Palmeiras é um time muito ruim. Repito: o Palmeiras é um time muito ruim. E veja que estou sendo delicado já que, por dura que pareça, a afirmação chama este Palmeiras de time. Chamar de time ruim torna-se uma concessão, pois creio que o tal escrete não mereceria ser chamado de time. Time é um grupo que atua em conjunto, une esforços para um bem maior. No Palmeiras ainda não se viu isto. O que se vê é cada um tentando fazer o seu. Discordo dos que acham que falta atitude, falta dedicação. O problema é que dedicam-se a si próprios, não ao time. E por isso não há time.

Mas há bons jogadores. Alguns muito bons até. Pierre é um deles. Repito o que já escrevi em um texto anterior: para mim Pierre deveria estar na Africa em junho. Este é o melhor volante brasileiro em atividade em qualquer canto do mundo. Não há como driblar Pierre. Pierre é "indriblável"! Se houvesse nos escaltes uma estatística de percentual de desarmes, e não somente o total de desarmes como há, Pierre lideraria ano após ano este quesito. Outros volantes podem até terminar um jogo com mais desarmes do que ele, mas certamente levaram mais dribles e erraram mais desarmes do que o 5 palestrino. O número de falhas dele, Pierre, nos desarmes, é sempre zero. Se o Palmeiras toma gols (e como os toma!) é porque o adversário conseguiu fazer com que a bola não passasse por perto de Pierre. Pode examinar as imagens, elas ao contrário de mim são frias de doer.

E se não bastasse Pierre, ainda há ali o pouco badalado mas muito eficiente Cleiton Xavier. Ele decidiu de novo. Quando parece impossível, Xavier vai lá e decide. Foi assim na Libertadores do ano passado, lembra? No Chile, o meia desferiu um petardo tão longínquo quanto inapelável, no finalzinho do jogo, realizando no angulo superior direito a improvável classificação do time para a fase seguinte.

Ontem Cleiton Xavier, meia, fez um gol de cabeça quase na pequena área, e outro de centroavante oportunista na última bola do jogo, aquela que só entra se sair de pés predestinados ao triunfo.

Se os atletas entenderem o conceito de time, de coletivo, de jogar uns para os outros e não para si e somente para si, o Palmeiras de Cleiton, Pierre, Diego Souza e São Marcos pode, até, virar um time de futebol. O final do jogo de ontem pode ter sido um marco para isso.

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O TRAIDOR DE SI PRÓPRIO

Costumo elogiar muito o craque Diego Souza. Para mim trata-se de um super craque que ainda não desabrochou por completo. Existem craques que demoram mesmo para se revelar em sua plenitude, casos de Raí, Zidane, entre outros. Porém existem também aqueles que demoram tanto que não desabrocham nunca. Temos dois Diegos nesta situação de indefinição entre uma coisa e outra. O da Juventus, ex-Santos, e o citado camisa sete palestrino.

Ontem Diego Souza não atuou, pois fora expulso no último vexame do Palmeiras pelo paulistão. E, apesar de não ter jogado bem, o time viveu ontem um momento diferente e que pode ser decisivo para o futuro deste grupo de trabalho. Venceu de virada um jogo que parecia perdido, no último minuto, na raça. Só que Diego Souza não estava em campo.

Meu cunhado e compadre corinthiano já me corrigiu várias vezes quando estou a elogiar o jovem meia virtuoso: "o Diego some, se esconde nos momentos decisivos" - diz ele. É claro que refere-se às pelejas que contam com o meia vestindo a jaqueta que já foi de Ademir. Mas não é incrível que, por coincidência, numa hora como essas ele estivesse de fora? Não é coincidência. Certas pessoas têm mesmo problemas para enfrentar momentos de decisão. Mas não foi opção dele não jogar ontem, pode-se refletir. E eu já retruco de cara que foi sim. A sua expulsão no ultimo jogo foi patética, ridícula eu diria. Muitos o acusaram, ao meu ver justamente, de ter chutado o balde propositalmente, ou seja, jogou a toalha em meio ao momento crítico.

Parece que meu cunhado-compadre tem certa razão, infelizmente. E se ele estiver completamente certo, Diego Souza vai contrariar o seu próprio destino, vai apunhalar a glória que a vida lhe reservou: a de ser um dos grandes astros do futebol mundial. Seu talento pressupunha isto.

segunda-feira, 8 de março de 2010

EXTRA, EXTRA! OS 23 DE ANÕES DUNGA!

Minha bola de cristal me mostrou a lista final de Dunga para a Africa.
Em negrito o time titular contra a Coréia do Norte, dia 15 de Junho, no Soccer City. Quer apostar?
Aqui vai:


GOLEIROS
Julio Cesar (Inter Milão), Doni (reserva da Roma), Victor (Grêmio)

LATERAIS
Maicon (Inter Milão), Daniel Alves (Barça), Michel Bastos (meia do Lyon), Gilberto (meia do Cruzeiro)

ZAGUEIROS
Lúcio (Inter Milão), Juan (Roma), Luizão (Benfica), Thiago Silva (Milan)

MEIO CAMPISTAS
Gilberto Silva (Panathinaikos da Grécia), Felipe Melo (Juventus da Itália), Josué (Wolfsburg da Alemanha), Elano (Galatasaray da Turquia), Julio Batista (Roma), Ramirez (Benfica), Kleberson (Flamengo), Kaká (Madrid)

ATACANTES
Robinho (Santos), Adriano (Flamengo), Luis Fabiano (Sevilla), Nilmar (Villareal)


Surpreso?!?
Nem eu.

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DIA DAS ROSAS - PARABÉNS!


Ao contrário do que sugeriu o goleiro Bruno, do Flamengo, acredito que em mulher não se bate nem com uma rosa. Parabéns a elas, por aguentarem declarações infelizes COMO ESTA sem perder a majestade.
8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER

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Novidades no AmorPeloFutebol!

Novos posts:

EM DEFESA DO CORINTHIANS
UM SÃO PAULO MELHORZINHO…
RONALDINHO GAÚCHO NA COPA
O MELHOR JOGO DO ANO: PORTUGUESA 1 X 1 SANTOS

Leia e opine!

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Ronaldinho Gaúcho

O técnico do craque do Milan, o "brasiliano" Leonardo, disse ao Galvão Bueno que entende o Dunga, porque se agora o Ronaldinho Gaúcho está merecendo ir pra seleção, ele não era convocado antes porque não estava, à época, merecendo estar lá. Mas aí eu pergunto: a Copa não é agora, daqui a 3 meses? O que tem que contar mais, estar merecendo agora, ou ter merecido nos anos anteriores? Você levaria para a África o moço milanista dos cabelos e dentes avantajados? Eu levaria. E levaria o Neymar também, ambos no banco, claro.

Em tempo: pode parecer incrível, mas eu chequei e é fato; em 94 Parreira resolveu levar 5 atacantes para que o fenômeno de 16 anos, Ronaldinho (hoje Ronaldão) tivesse vaga no avião para os EUA. Para isso convocou um meio campista a menos. É exatamente o que eu faria por Neymar, tendo em vista o fato de que Robinho pode atuar (e atua) também como meia.

Atacantes campeões do mundo em 94:

Romário
Bebeto
Viola
Muller
Ronaldo Fenômeno

Um São Paulo melhorzinho...

...mas ainda modorrento. A formação com 3-4-3 parece mesmo ser a mais "acesa". Ricardo Gomes, pelo jeito, também acha. Paraíbas perdem espaço (Carlinhos e Marcelinho). Na minha cabeça, estamos guinando para algo assim:


Rogério Ceni (ele + dez...)

Alex - Xandão - Miranda

Cicinho - Hernanes - Jean - Jorge Wagner

Dagoberto - Washington - Fernandinho/Marcelinho (prefiro o ex-Barueri)

O problema é que, desta forma, Richarlysson, Cleber Santana e Marcelinho seriam reservas, e foram contratados e/ou renovados esperando serem titulares. Problema do Ricardo Gomes, vai ter que administrar os egos. O que não dá é pra tirar do time os "operários padrão", como o Jean, o Jorge Wagner ou o Dagol, só para encaixar as badaladas contratações.

O jogo contra a Ponte Preta, vencido por 2 a 0, foi só "certinho", como sempre. Certinho, mas modorrento. Já estamos em março e a promessa de um time que honre a nobre jaqueta já virou novela.

Aguardemos os próximos capítulos. Até agora, esta novela está de dar sono. Ainda mais com jogos às 10:00 da noite.

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domingo, 7 de março de 2010

QUE JOGO!

1x1
Nesta tarde optei pelo clássico entre Portuguesa e Santos em detrimento ao jogo da TV, São Caetano e Corinthians. Que sorte a minha. Fazia tempo que eu não via um jogo de futebol tão intenso e tão bom como este confronto do Canindé. É bem verdade que não deixaram Neymar brilhar. Também é fato que os lusos afogaram o ganso, digo, Paulo Henrique quase não apareceu. Robinho não vivia a sua melhor tarde. O cerebral Marquinhos começou no banco. E então você exclamará interrogando e indignado: “E como é que o digníssimo blogueiro pode reputar este encontro como o clássico do ano?!?” Pois é, não sei. Só sei que foi assim. Um baita jogo!


A Portuguesa parecia disputar seu último jogo, o derradeiro match de suas vidas. Retrancou-se e limitou-se a impedir o jogo mágico dos meninos da vila? Nunca, em momento algum. Marcou como nunca e também jogou como nunca. Que delícia de ver esta lusa! Jogasse assim duas vezes por semana e terminaria o ano fazendo o Barcelona de Messi parecer o Olaria. Que aplicação, que ocupação de espaços, que movimentações. ATHIRSON! Não leitor, não precisa me desejar saúde, isto não foi um espirro. O agora meia Athirson foi para mim o nome do jogo. O veterano ex-lateral esquerdo de nome onomatopéico voltou às origens e atuou em seu habitat nato, deflagrando o caos na ala direita peixeira. Com Athirson por ali o Santos não via a pelota, nem atacando nem defendo. Recebendo o suporte do jovial Fabrício, que voltava para compensar a óbvia perda física que os anos trouxeram ao companheiro, Athirson protagonizou umas 15 boas jogadas só na primeira etapa, com bola e sem bola, repito. Tanto foi assim que Dorival Junior, o mister santista, perdendo por um a zero e vendo a vaca, ou melhor, a baleia indo para o brejo, mudou seu lado direito ainda aos 30 minutos do primeiro tempo, tirando do jogo o volante improvisado de lateral Brum para a entrada do meia-armador Marquinhos, e deslocando Wesley para a lateral direita e pedindo desesperadamente para que Robinho agisse como um verdadeiro ponta direita, a fim de infernizar a vida de Athirson. E o legal é que deu certo! Athirson continuou jogando muito bem, mas agora se via obrigado a fazer uma baita força para isso. E a lusa chegava com passes rápidos, e o Santos respondia com tramas maquiavélicas. O segundo tempo foi parecido, mas agora com domínio santista mais evidente, mesmo que com a lusa levando muito perigo em contra-ataques muito bem desenhados. Na pressão do Santos destacou-se o goleiro Fábio, da lusa, com seus dois metros de altura e mais não sei quantos de coragem. Havemos de convir: um sujeito de dois metros de altitude com as dádivas da agilidade e do reflexo? Só pode terminar sendo um excelente goleiro, como o é.

Athirson, destaque do jogo.

Mas nem os pulos de gato de Fábio foram freio suficiente para a conspiração dos céus. Este grande confronto não poderia cunhar perdedores. Placar injusto? Injusto mesmo seria alguém sair dali derrotado. Ao soar do apito final ficou a alegria de ter assistido ao belo jogo, representada nos aplausos das duas torcidas. Nem o juiz podia ser vaiado no Canindé. Alguns lusos podem ter ficado com sabor de derrota, por levar um empate aos 44 minutos. Alguns santistas podem sentir frustração por não obter um recorde histórico de vitórias consecutivas. Certezas? Só tenho uma. Portuguesa e Santos levam o campeonato paulista a sério, e comerão grama, como comeram hoje, até o último segundo dos acréscimos. Talvez comer grama seja o ingrediente transcendental que divide as partidas entre meros jogos e imortais confrontos. E nenhum jogador deixou o Canindé com fome. Na inspeção para manutenção do campo, na manhã seguinte, haverá um grande susto: não deve ter sobrado sequer uma folha inteira de grama no palco do melhor jogo do ano até agora.

Em Defesa do Corinthians

Após a vitória magrinha sobre o São Caetano, por um a zero com gol de Dentinho no finalzinho, Mano Menezes viu-se novamente obrigado a explicar na entrevista coletiva a demora do Corinthians para exibir um futebol “galático”. Ora, convenhamos, quem é que criou expextativa de um timão brilhante, esteticamente exuberante em 2010? Eu é que não. Os reforços são de peso, sem trocadilho, mas não aludem a espetáculo e futebol arte. É um elenco claramente formado para delinear um time forte, competitivo, duro na queda. Está no D.N.A. deste elenco (Data de Nascimento Antiga) o jogo mais pragmático, mais firme e menos fluido. O que esperar se não um time com cara de time gaúcho, típico de Libertadores? Pedir um futebol envolvente e cativante deste elenco é como pedir um chopp num convento. Com Tcheco, Danilo, Ralf, Marcelo Matos, Elias, Jucilei e etcéteras, o meio campo corinthiano será sempre muito forte e consistente. Deixemos o lirismo para os meninos da vila. A nau do centenário, se buscar pelas manchetes de futebol extraordinário, haverá de ver-se em rota de colisão com algum iceberg paraguaio ou argentino.
Timão do Mano é esse aí: um a zero é goleada.

O Amor Pelo Futebol Nunca Morre!!!


O Amor Pelo Futebol Nunca Morre!!!
Por isso este espaço está de volta, após um longo e tenebroso inverno (na verdade verão...).
Verão? O que vocês verão mesmo aqui é muita opinião e debate sobre os temas da bola. Ano de Copa promete!!!!

O endereço é o mesmo:

Divulguem e, por favor, opinem à vontade.

Abraços a todos!


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