Costumo elogiar muito o craque Diego Souza. Para mim trata-se de um super craque que ainda não desabrochou por completo. Existem craques que demoram mesmo para se revelar em sua plenitude, casos de Raí, Zidane, entre outros. Porém existem também aqueles que demoram tanto que não desabrocham nunca. Temos dois Diegos nesta situação de indefinição entre uma coisa e outra. O da Juventus, ex-Santos, e o citado camisa sete palestrino.
Ontem Diego Souza não atuou, pois fora expulso no último vexame do Palmeiras pelo paulistão. E, apesar de não ter jogado bem, o time viveu ontem um momento diferente e que pode ser decisivo para o futuro deste grupo de trabalho. Venceu de virada um jogo que parecia perdido, no último minuto, na raça. Só que Diego Souza não estava em campo.
Meu cunhado e compadre corinthiano já me corrigiu várias vezes quando estou a elogiar o jovem meia virtuoso: "o Diego some, se esconde nos momentos decisivos" - diz ele. É claro que refere-se às pelejas que contam com o meia vestindo a jaqueta que já foi de Ademir. Mas não é incrível que, por coincidência, numa hora como essas ele estivesse de fora? Não é coincidência. Certas pessoas têm mesmo problemas para enfrentar momentos de decisão. Mas não foi opção dele não jogar ontem, pode-se refletir. E eu já retruco de cara que foi sim. A sua expulsão no ultimo jogo foi patética, ridícula eu diria. Muitos o acusaram, ao meu ver justamente, de ter chutado o balde propositalmente, ou seja, jogou a toalha em meio ao momento crítico.
Parece que meu cunhado-compadre tem certa razão, infelizmente. E se ele estiver completamente certo, Diego Souza vai contrariar o seu próprio destino, vai apunhalar a glória que a vida lhe reservou: a de ser um dos grandes astros do futebol mundial. Seu talento pressupunha isto.

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