domingo, 7 de março de 2010

Em Defesa do Corinthians

Após a vitória magrinha sobre o São Caetano, por um a zero com gol de Dentinho no finalzinho, Mano Menezes viu-se novamente obrigado a explicar na entrevista coletiva a demora do Corinthians para exibir um futebol “galático”. Ora, convenhamos, quem é que criou expextativa de um timão brilhante, esteticamente exuberante em 2010? Eu é que não. Os reforços são de peso, sem trocadilho, mas não aludem a espetáculo e futebol arte. É um elenco claramente formado para delinear um time forte, competitivo, duro na queda. Está no D.N.A. deste elenco (Data de Nascimento Antiga) o jogo mais pragmático, mais firme e menos fluido. O que esperar se não um time com cara de time gaúcho, típico de Libertadores? Pedir um futebol envolvente e cativante deste elenco é como pedir um chopp num convento. Com Tcheco, Danilo, Ralf, Marcelo Matos, Elias, Jucilei e etcéteras, o meio campo corinthiano será sempre muito forte e consistente. Deixemos o lirismo para os meninos da vila. A nau do centenário, se buscar pelas manchetes de futebol extraordinário, haverá de ver-se em rota de colisão com algum iceberg paraguaio ou argentino.
Timão do Mano é esse aí: um a zero é goleada.

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