O São Paulo ontem recebeu um excelente público no Morumbi para o seu confronto, pela Copa Libertadores, contra o "fiel da balança" do grupo 2, o fraquinho Nacional do Paraguai. Mais de 31 mil pessoas foram apoiar um time que não empolga, contra um adversário que não empolga, em um horário que empolga menos ainda (quinta-feira quase às dez). E o torcedor, que chegou em casa já na madrugada de sexta-feira, até que chegou contente. O tricolor viveu a noite dos "finalmente":
- Finalmente temos um time titular;
- Finalmente o Dagoberto está tendo sequência;
- Finalmente Marcelinho Paraíba e Cicinho foram sacados do time (têm que entrar em forma primeiro);
- Finalmente Cleber Santana disse a que veio;
- Finalmente somos líderes da chave.
Só faltou um "finalmente", justamente o mais esperado: o time ainda não jogou o que se espera. Jogou bem, jogou direitinho, ganhou por 3 a 0. Mas jogar direitinho e ganhar é obrigação para os jogadores de um Bragantino, de um São Caetano. Os jogadores do São Paulo, o único hexacampeão brasileiro sem asterisco, têm obrigação de proporcionar um belo espetáculo de futebol. Que conversa é essa de "se ganhou o presidente e a torcida não podem reclamar"? Recebendo mais de 50 paus em salários por mês, meu queridão, eu exijo no mínimo um lençol e duas canetas por jogo. E não falo de liquidação de loja de departamentos, não. Ainda mais contra o tal do Nacional, que pediu autógrafos ao Rogério Ceni no final do jogo. Durma-se com um barulho desse, em plena madrugada!
.
.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Participe! Debata, opine, discorde!
A discordância é o pressuposto do debate.
Lembre-se do objetivo deste espaço: elevar o nível da discussão futebolística.
NÃO SE ESQUEÇA DE COLOCAR O SEU NOME!